
O Artur, perdão, o Bé, - porque
queria ser diferenciado do mais velhos e,
não sabia ou achava menos agradável repetir a sílaba
para dizer bébé, -
sempre manifestou o seu amor pelos animais, sobretudo pelos cães.
Deixem-me contar-vos as tais histórias:
aos 3 anos, o menino deixou a mão da
mãe para correr para um enorme Dobermann.
Gerou-se o pânico, já que o dono
do cão se precipitava para o menino,
gritando que o cão era muito perigoso.
Pedi-lhe que parasse e, não se aproximasse do menino e do cão.
O que depois se passou trouxe aos nossos olhos
lágrimas de ternura : o
menino abraçava o cão e este lambia-lhe o rosto.
O dono não conseguia acreditar, já
que o cão era considerado muito mau.
Quando colocou a trela no cão , este olhou o menino e o menino deu-lhe
um
beijo no focinho.
E o cão partiu com o dono, olhando várias vezes para trás, para o menino.
Outra história muito breve: numa viagem
de carro, o menino pede em soluços
para que parem o carro, porque na estrada caminhava um cãozinho sozinho.
Após várias tentativas para o acalmar, o menino diz ,chorando,«eu
quero
fazer companhia ao cãozinho, porque ele não tem amigos , nem
casa e, pode
ser atropelado.»
Mas, este é o mesmo menino que por
volta dos seus 14 anos tem um cão a
quem lava as patas quando regressa
dos seus passeios e a quem aconchega
quando vai dormir.
E por quem chora convulsivamente quando o seu amigo morre por doença..
Agora,o adulto transborda a sua ternura pelos
animais no desvelo com que
trata estes cães.
Parabéns, meu filho, pela lição de Amor que nos dás.
Um beijo muito grande da mãe"
By: Mãe (Teresa de Matos)
São dóceis com as crianças?




